OPINIÃO | O Poder que Nasce no Cuidado: Por que Lucimar e Mariene Assustam o Machismo?
OPINIÃO | O Poder que Nasce no Cuidado: Por que Lucimar e Mariene Assustam o Machismo?
OPINIÃO | O Poder que Nasce no
Cuidado: Por que Lucimar e Mariene Assustam o Machismo?
A política de Mato Grosso vive
um momento de efervescência, mas, infelizmente, ainda mergulhada em um vício
antigo: o de tentar rotular o protagonismo feminino como mera extensão do poder
masculino. Recentemente, a suposta proposta de parceria entre os senadores
Jayme Campos e Wellington Fagundes, envolvendo os nomes de suas esposas,
Lucimar Campos e Mariene Fagundes, para a vice-governadoria, foi recebida por
setores da mídia com um espanto que beira o desrespeito. Usou-se o termo
"rifar". Mas quem, de fato, está sendo "rifado" quando
mulheres com trajetórias tão sólidas são colocadas na mesa de negociação?
Para entender o presente, é
preciso olhar para o alicerce. Lucimar e Mariene são, antes de qualquer título,
mulheres que forjaram suas personalidades na gestão mais complexa que existe: a
do lar. Ser dona de casa e mãe de família exemplar não é um detalhe biográfico;
é um curso intensivo de administração de crises, orçamentos e pessoas. Quem
governa uma família com a dedicação que elas demonstraram, possui a base ética
e técnica para governar qualquer instituição. Se uma mulher é capaz de manter o
equilíbrio de um lar sob as pressões da vida, ela está pronta para qualquer
cargo que desejar.
Lucimar Campos não é uma
"esposa de político" em busca de espaço; ela é uma gestora que
entregou resultados. Sua passagem pela prefeitura de Várzea Grande, onde foi
reeleita com impressionantes 76% de aprovação, deixou um legado de UPAs, escolas
e contas sanadas. Já Mariene Fagundes é a face do empreendedorismo resiliente.
Odontóloga de formação e administradora de doze empresas, incluindo o
tradicional Hotel Nacional, ela provou que sua visão estratégica é o que
sustenta grandes estruturas, inclusive a do PL Mulher, que ela arquitetou com
maestria em Mato Grosso.
O espanto da "velha
política" é, na verdade, um sintoma de machismo estrutural. Quando dois
homens negociam uma vice ou uma suplência de Senado até os últimos segundos de
uma convenção, chama-se "articulação". Quando são mulheres, questiona-se
a legitimidade. Por que o peso é diferente? Mato Grosso está mudando, e nomes
como o da deputada Janaina Riva, pré-candidata ao Senado; da primeira-dama
Virginia Mendes, cuja pré-candidatura à Câmara Federal é um clamor de quem
trabalha pelo social; e da médica Natasha Slhessarenko, pré-candidata ao
Governo, mostram que o lugar da mulher é onde ela quiser.
Não podemos permitir que o
preconceito tire o direito de Lucimar, Mariene ou qualquer outra mulher de ser
candidata. Elas não estão ali por concessão, mas por mérito. Que o eleitor se
emocione não apenas com as palavras, mas com a história de trabalho dessas
mulheres. No fim, quando uma mulher com perfil de mãe e gestora assume o poder,
ela não leva apenas um plano de governo; ela leva o coração de quem sabe que
governar é, acima de tudo, cuidar do seu povo. Respeitar essas trajetórias é
respeitar o futuro de Mato Grosso.
ANTONIO ROSA RODRIGUES
Gestor Público | Corretor de Imóveis | Especialista em
Gestão de Crises e Ouvidoria | Mediador, Conciliador e Arbitro de Conflitos –
Extrajudicial
Ex. Secretário Municipal de Saúde
Ex. Secretário Municipal de Esporte, Cultura e Lazer
Ex. Vereador
Ex. Suplente de Deputado Federal
Ex. Diretor de Infraestrutura da Sup. Incra-MT
Graduado em Tecnologia em Gestão Pública
Pós Graduado em Administração Pública e Gestão
Estratégica
Pós Graduado em MBA Executivo em Negócios Imobiliários
Pós Graduação em Neurociência, Comunicação e
Desenvolvimento Humano
Pós Graduado em Conciliação e Mediação de Conflito
Pós Graduado em Avaliação de Imóveis – Facuminas
Pós Graduado em Perícia Judicial Em Avaliação De Imóveis
Pós Graduando Gestão Educacional
Pós-graduando em Arbitragem e Mediação de Conflitos
Mestre em Gestão de Conflitos e Mediação




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