A Desumanidade que Eu Vi: Agendamentos no Hospital Júlio Muller Clamam por Soluções
"Filas presenciais e sofrimento humano: a realidade arcaica da marcação de exames no Hospital Júlio Müller."
A Desumanidade que Eu Vi: Agendamentos no Hospital Júlio Muller Clamam por Soluções Digitais
Cuiabá, MT – Eu estava lá. Com meu celular na mão, filmando e fotografando, porque o que eu vi no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), aqui em Cuiabá, me revoltou. Em pleno 2026, com tanta tecnologia à nossa disposição, a cena que se repete diariamente é de uma desumanidade que dói na alma. Uma sala de espera lotada, com gente de todo canto de Mato Grosso, muitos deles idosos, mães com crianças de colo e pacientes que mal se recuperaram de cirurgias, todos ali, amontoados, esperando por horas. E para quê? Para marcar um exame, um procedimento, um retorno. Algo que, na era digital, deveria ser feito com um clique no celular.
Eu filmei e fotografei porque queria que as pessoas vissem o que eu vi. Aquele cansaço nos olhos, a frustração estampada no rosto de quem já passou por tanta coisa e ainda tem que enfrentar essa burocracia arcaica. Gente que já foi atendida, que já sofreu, e que precisa voltar presencialmente só para agendar o próximo passo. É desumano, é ineficiente, e é um tapa na cara de quem acredita que a tecnologia deveria servir para melhorar a vida das pessoas.
O Que Eu Vi no HUJM: Filas, Cansaço e Desrespeito
O Hospital Universitário Júlio Müller é um lugar importante, eu sei. Mas o que acontece ali, na hora de marcar as coisas, é um absurdo. As filas são intermináveis, e a lentidão é de dar nos nervos. Eu vi idosos, com dificuldade de andar, se apoiando em bengalas, em acompanhantes, exaustos. Mães tentando acalmar seus filhos pequenos, que não entendem por que estão ali há tanto tempo. E o mais chocante: pessoas que acabaram de sair de uma cirurgia, ainda em recuperação, tendo que reviver todo o estresse do hospital só para agendar um retorno. É um desrespeito com a fragilidade de quem já está sofrendo.
Não é só o paciente que sofre. O sistema também. Quanto dinheiro público é gasto para manter essa estrutura de agendamento presencial, com gente trabalhando em algo que poderia ser automatizado? A Central de Regulação de Cuiabá até tenta orientar, mas a realidade que eu presenciei no HUJM mostra que a coisa não funciona como deveria. A gente precisa de uma solução de verdade, não de paliativos.
A Solução Está na Nossa Mão: Alternativas Digitais Já!
É inaceitável que, em 2026, a gente ainda esteja preso a esse modelo. A tecnologia existe, os celulares estão no bolso de quase todo mundo. Por que não usar isso a nosso favor? Eu pesquisei e vi que tem muita coisa boa por aí que poderia ser aplicada aqui:
•Meu SUS Digital: O governo federal já tem um aplicativo que permite agendar, remarcar e cancelar consultas. Por que não integrar o HUJM a isso de verdade?
•Aplicativos Locais: Cidades como São Paulo já têm seus próprios aplicativos, como o Agenda Fácil, para agendamento de consultas e exames. Se eles conseguem, por que Cuiabá não consegue?
•WhatsApp e Portais Online: Hoje em dia, todo mundo usa WhatsApp. Um chatbot para agendamento, um portal online simples, resolveria grande parte do problema. Especialistas em gestão hospitalar já falam disso .
•Teleagendamento e Teleconsultas: A pandemia nos mostrou que dá para fazer muita coisa à distância. Por que não usar a telemedicina para agendamentos e até para algumas consultas, principalmente para quem vem de longe?
Um Grito por Humanidade e Eficiência
O que eu vi no Hospital Universitário Júlio Müller não é só um problema de agendamento. É um problema de humanidade. É um sistema que não se adaptou, que não enxerga a pessoa por trás do número na fila. A gente precisa de um agendamento digital não só para ser moderno, mas para ser humano. Para que o idoso não precise se arrastar até o hospital, para que a mãe não precise carregar o filho por horas, para que o paciente em recuperação possa focar na sua saúde, e não na burocracia.
Eu espero, de verdade, que as autoridades de saúde de Mato Grosso e a direção do HUJM-UFMT olhem para essa situação com a seriedade que ela merece. A tecnologia está aí, as soluções existem. O que falta é vontade política e um olhar mais humano para quem mais precisa. A população de Cuiabá e de todo o estado merece um acesso à saúde que seja digno, eficiente e, acima de tudo, humano.




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