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Cuiabá,11/06/2026

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Jaime fora da disputa pode empurrar grupo político para Wellington e mudar completamente o cenário de 2026 em MT

Possível exclusão de Jaime da disputa ao Governo pode redesenhar alianças políticas em Mato Grosso e aproximar grupo Campos de Wellington Fagundes em 2026.


Jaime fora da disputa pode empurrar grupo político para Wellington e mudar completamente o cenário de 2026 em MT


Os bastidores da
política mato-grossense começam a desenhar um dos movimentos mais delicados e
estratégicos da sucessão estadual de 2026.

A possibilidade de o senador Jaime Campos acabar ficando sem espaço
dentro do grupo governista para disputar o Governo do Estado pode provocar um
efeito político muito maior do que simplesmente uma troca de candidaturas.

Pode desencadear uma reorganização completa de forças políticas em
Mato Grosso.

E no centro dessa possível reconfiguração aparece um nome que há
anos constrói relações profundas no interior do Estado: Wellington Fagundes.

A pergunta que começa a circular silenciosamente nos bastidores já
não é apenas se Jaime será candidato.

Mas o que aconteceria politicamente caso ele não seja.

O grupo Campos
ainda possui um dos ativos mais valiosos da política de MT

Durante décadas, a família Campos construiu algo que poucos grupos
políticos conseguiram manter por tanto tempo em Mato Grosso: presença eleitoral
permanente.

Mesmo
em períodos de desgaste natural da política, o grupo continuou mantendo:


influência regional;
• memória eleitoral consolidada;
• presença na Baixada Cuiabana;
• capilaridade política;
• e forte reconhecimento popular.

Jaime
talvez seja hoje um dos poucos nomes da política estadual que ultrapassam
bolhas ideológicas.

Seu
capital político não depende apenas de partido.

Depende
de trajetória.

E
isso continua tendo enorme peso em eleições majoritárias.

O problema
silencioso do grupo governista

Se União Brasil e PP realmente decidirem priorizar um projeto único
ligado diretamente ao atual núcleo do Palácio Paiaguás, nasce automaticamente
um dilema político extremamente delicado:

como
impedir a candidatura de Jaime sem criar um desgaste interno gigantesco?

Porque
Jaime não se encaixa mais na lógica tradicional da negociação política.

E
talvez esse seja o ponto mais importante de toda a equação.

O que oferecer
para alguém que já teve tudo?

Politicamente, Jaime está em uma posição rara.

Ele
já foi:


governador;
• senador;
• prefeito;
• deputado federal;
• secretário de Estado.

Além
disso, construiu patrimônio político, influência institucional e estabilidade
financeira ao longo de décadas.

Ou
seja: não depende mais da política para sobreviver politicamente.

Isso
muda completamente o jogo.

Porque
boa parte das negociações tradicionais gira em torno de:


cargos futuros;
• espaço político;
• estrutura administrativa;
• ou projetos de longo prazo.

Mas
o que poderia ser oferecido a alguém que já ocupou praticamente todos os
espaços de poder possíveis dentro do Estado?

Talvez
essa seja hoje uma das perguntas mais difíceis para o grupo governista
responder.

O fator tempo muda tudo

Outro detalhe importante aparece no aspecto geracional da política.

Lideranças
históricas normalmente passam a tomar decisões menos ligadas ao “futuro
político” e mais ligadas ao “legado político”.

E isso altera
completamente a lógica da negociação.

Porque talvez já
não seja mais sobre:

• construir
carreira;
• buscar espaço;
• ou aguardar oportunidades futuras.

Talvez seja
sobre:

• protagonismo;
• autonomia;
• posicionamento histórico;
• e forma como a trajetória será encerrada politicamente.

O grupo
governista também enfrenta um problema narrativo

Existe ainda outro detalhe extremamente delicado.

Ao
longo dos últimos anos, lideranças do próprio grupo ligado ao governador Mauro
Mendes fizeram inúmeros elogios públicos a Jaime Campos.

Existem:


entrevistas;
• vídeos;
• discursos;
• homenagens;
• e declarações reconhecendo sua trajetória política.

Isso
cria uma trava política importante.

Porque
qualquer tentativa futura de desgaste mais agressivo contra Jaime poderia
entrar em contradição direta com anos de reconhecimento público feito pelo
próprio grupo governista.

E
há outro detalhe ainda mais estratégico.

Jaime preservou
independência política

Diferentemente de outras lideranças que se alinharam integralmente
ao atual grupo de poder estadual, Jaime manteve certa autonomia política ao
longo dos últimos anos.

Em
vários momentos:


criticou decisões do governo;
• fez ressalvas públicas;
• demonstrou desconforto político;
• questionou nomes do grupo;
• e chegou a fazer críticas envolvendo setores ligados ao vice-governador
Otaviano Pivetta.

Politicamente,
isso produz um efeito extremamente relevante.

Caso
Jaime decida não acompanhar o projeto governista em 2026, dificilmente será
visto como alguém que “rompeu” artificialmente.

Porque
a distância crítica já vinha sendo construída publicamente há bastante tempo.

E é justamente
aí que Wellington entra no jogo

Se Jaime eventualmente ficar sem espaço para disputar o Governo
dentro do grupo governista, o caminho politicamente mais lógico pode acabar
sendo o apoio a uma candidatura capaz de oferecer protagonismo real e
equilíbrio de forças.

E
hoje poucos nomes se encaixam tanto nesse perfil quanto Wellington Fagundes.

Wellington
construiu ao longo dos anos:


forte relação com prefeitos;
• trânsito consolidado no interior;
• perfil municipalista;
• diálogo com agronegócio;
• presença regional forte;
• e imagem de político agregador.

Além
disso, talvez seja hoje um dos poucos nomes fora do núcleo mais fechado do
Paiaguás capazes de construir candidatura competitiva ao Governo.

O que Wellington ganharia?

Politicamente, quase tudo.

Porque um
eventual apoio do grupo Campos poderia representar:


fortalecimento imediato na Baixada Cuiabana;
• aproximação com eleitor tradicional;
• ampliação da capilaridade política;
• reforço de memória eleitoral;
• e construção de uma aliança estadual extremamente robusta.

Na prática,
Wellington somaria:

• interior
forte;
• prefeitos;
• agronegócio;
• Baixada Cuiabana;
• e uma das famílias mais tradicionais da política mato-grossense.

Isso mudaria
completamente o equilíbrio da disputa.

Talvez o maior
medo político não seja Jaime candidato

Mas Jaime apoiando alguém competitivo fora do eixo principal do
governo.

Porque
aí ele transferiria algo que nem sempre pode ser comprado com estrutura
partidária: legitimidade política histórica.

O cenário ainda está aberto

Ainda falta muito para 2026.

Mas os
movimentos mais importantes da política quase sempre começam silenciosamente.

E talvez um
dos principais esteja acontecendo agora.

Porque, no
fim das contas, a discussão já não parece ser apenas sobre candidaturas.

Parece
começar a ser sobre:


protagonismo;
• autonomia política;
• equilíbrio de forças;
• legado;
• e quem realmente terá espaço para liderar os próximos capítulos da política
mato-grossense.

E justamente
por isso os bastidores começam a observar uma pergunta cada vez mais
inevitável:















































































































































































se Jaime não
puder disputar, ele realmente permanecerá onde está… ou ajudará a construir um
novo eixo de poder em Mato Grosso?




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