Seja bem-vindo
Cuiabá,30/06/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

O preço da ausência de liderança

Por que atacar adversários revela falta de projetos e fragiliza quem governa


O preço da ausência de liderança

O debate que Mato Grosso merece


por Antonio Rosa Rodrigues - Jornalista, Analista e Critico Politico

O governador Pivetta está perdendo uma
oportunidade rara de demonstrar grandeza política e liderança verdadeira. Ao
invés de conduzir um debate de alto nível, pautado por resultados e propostas,
preferiu atacar adversários, transformando o espaço que deveria ser de
esclarecimento em palco de confrontos vazios. Essa escolha não apenas diminui o
valor do debate, mas também fragiliza a imagem de quem ocupa o cargo mais
importante do estado.

Quem governa carrega consigo uma
responsabilidade maior. Não é apenas mais um ator político; é o chefe do
Executivo, responsável por conduzir políticas públicas, gerir recursos e
responder às demandas da sociedade. Por isso, a postura de Pivetta deve ser
diferente: firme, serena e orientada para mostrar o que sua gestão tem feito e
o que pretende realizar. Ao abdicar desse papel, deixou de cumprir a função
essencial de quem está no poder — prestar contas e inspirar confiança.

O eleitor mato-grossense não espera ataques
pessoais. Espera soluções para problemas concretos: estradas em boas condições,
hospitais funcionando, escolas equipadas, segurança pública eficiente. Espera
ouvir do governador quais políticas estão sendo implementadas, quais resultados
já foram alcançados e quais metas estão traçadas para o futuro. Ao não
apresentar esse conteúdo, Pivetta desperdiça a chance de transformar o debate
em instrumento de construção e esclarecimento.

Mais grave ainda é o impacto dessa postura na
credibilidade política. Um líder que prefere atacar em vez de defender
realizações transmite a ideia de insegurança e falta de confiança em sua
própria gestão. Isso mina a autoridade do cargo e abre espaço para que a
população questione não apenas o discurso, mas também a capacidade de governar.

Mato Grosso vive um momento decisivo. O estado
cresce, enfrenta desafios complexos e precisa de liderança capaz de guiar esse
processo. O debate público deveria ser o espaço para discutir infraestrutura,
desenvolvimento sustentável, modernização da agricultura, fortalecimento da
educação e da saúde. Ao não pautar esses temas, Pivetta deixou de oferecer ao
eleitor aquilo que ele mais precisa: clareza sobre o futuro.

A política exige grandeza. Quem governa não
pode se comportar como mero candidato em busca de aplausos fáceis. Deve se
colocar como estadista, alguém que compreende a dimensão do cargo e a
responsabilidade que ele impõe. O governador deve usar o debate para mostrar
resultados, apresentar propostas e elevar o nível da discussão. Ao não fazer,
perde a oportunidade de se afirmar como líder capaz de conduzir Mato Grosso com
firmeza e visão.

Essa falha não é apenas estratégica; é
simbólica. Ela mostra que Pivetta ainda não compreendeu plenamente o papel que
ocupa. O eleitor espera mais do governador: espera maturidade, serenidade e
compromisso com o bem comum. Espera que o chefe do Executivo seja capaz de
transformar o debate em espaço de construção, não em arena de ataques.

O ataque como sintoma da falta de projetos

Na política, atacar adversários costuma ser o
recurso de quem não tem serviços prestados para mostrar ou projetos
consistentes para apresentar. É uma estratégia que revela mais fragilidade do
que força, porque demonstra ausência de conteúdo e incapacidade de pautar o
debate com propostas reais.

Muitas vezes, essa postura não nasce
espontaneamente, mas é orientada por marqueteiros que buscam criar confusão. O
objetivo é desviar o foco das falhas de gestão e tentar nivelar o debate por
baixo, transformando o confronto em espetáculo. Essa tática é especialmente
usada por quem não está bem nas pesquisas, porque precisa chamar atenção de
qualquer forma, mesmo que seja pela via da agressividade.

No caso de Pivetta, a situação é clara: hoje aparece
em terceiro lugar nas pesquisas. Em vez de apresentar resultados concretos de
sua administração, prefere atacar adversários, como se isso fosse suficiente
para recuperar terreno perdido. Mas o eleitor percebe a diferença entre quem
tem conteúdo e quem apenas busca criar ruído.

Atacar pode gerar manchetes momentâneas, mas
não constrói credibilidade. O que constrói confiança é mostrar serviços
prestados, políticas implementadas e projetos futuros. Quem governa tem a
obrigação de apresentar resultados, não de se esconder atrás de ataques. Quando
o governador abdica desse papel, transmite a mensagem de que não tem o que
mostrar — e isso é devastador para sua imagem pública.

Mato Grosso merece um debate pautado por
ideias, por realizações e por visão de futuro. O eleitor não quer confusão;
quer clareza. Não quer ataques; quer soluções. E é justamente nesse ponto que
Pivetta falha: ao escolher a retórica agressiva, confirma a percepção de que
não tem conteúdo suficiente para sustentar sua candidatura.

Em política, o ataque pode até ser uma
estratégia, mas nunca substitui a ausência de projetos. E quando essa ausência
é evidente, como no caso de Pivetta, o ataque deixa de ser apenas uma escolha
tática e passa a ser um sintoma da falta de liderança verdadeira.

Em suma, Pivetta está falhando em cumprir o
papel que lhe cabe. Ao desperdiçar a chance de liderar um debate de alto nível,
deixou de atender à expectativa maior da sociedade: ver no governador alguém
capaz de inspirar confiança, construir soluções e guiar o estado rumo a avanços
reais. Mato Grosso merece mais do que ataques; merece liderança verdadeira,
pautada por resultados e pela grandeza de quem compreende a responsabilidade de
governar.

































 




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.