“Renda é liberdade, não subsídio”
“Mato Grosso só será grande quando transformar sua produção em indústria, sua força em empregos e sua riqueza em renda real para o povo.”
“Enquanto o governo insiste em subsídios paliativos como o do diesel, Mato Grosso continua exportando riqueza bruta e importando pobreza. O verdadeiro futuro está na industrialização, na inovação e no crédito real para pequenos empresários — porque só renda gera liberdade.
Mato Grosso não precisa viver de paliativos. O subsídio ao diesel pode aliviar por alguns meses, mas não constrói futuro. O que constrói futuro é renda, e renda nasce de trabalho, de indústria, de inovação. O povo não quer esmola, quer oportunidade.
Nosso estado é um gigante que exporta riqueza em grãos, carne e algodão, mas importa empregos e tecnologia. É como vender diamantes brutos e comprar joias prontas. O resultado é sempre o mesmo: o mato-grossense fica com pouco, enquanto outros lucram muito.
Mas imagine um Mato Grosso que industrializa tudo o que produz. A soja virando óleo, proteína vegetal e biocombustível. O algodão transformado em tecido e moda. A carne processada em cortes nobres e derivados de alto valor. Isso não é sonho distante, é possibilidade concreta. Seria uma revolução silenciosa: milhares de empregos, renda circulando nas cidades, arrecadação forte para investir em saúde, educação e infraestrutura.
Para chegar lá, precisamos abandonar a política das migalhas. O pequeno empresário não sobrevive com empréstimos de R$ 20 mil cheios de burocracia. Ele precisa de crédito real: R$ 500 mil ou mais, com carência de cinco anos, sem juros abusivos e com parcelas longas. Precisa de confiança, não de obstáculos. Porque são os pequenos empreendedores e trabalhadores que carregam o Brasil nas costas.
Se o povo tem dinheiro no bolso, não olha preço de gasolina. Quem tem renda compra o que deseja, seja o litro de diesel ou até um whisky de R$ 30 mil. O problema nunca foi o preço, mas a falta de poder de compra. E poder de compra não se resolve com subsídio temporário, mas com políticas estruturais que apostem na capacidade produtiva do estado.
Mato Grosso tem tudo: terra fértil, gente trabalhadora, vocação para crescer. O que falta é visão de longo prazo e coragem política. É hora de trocar o imediatismo pela transformação. É hora de acreditar que o futuro não se constrói com paliativos, mas com ousadia.
O caminho é claro: industrializar, inovar, investir em quem faz o Brasil acontecer. Quando o povo tiver renda de verdade, não haverá necessidade de subsídios. Haverá prosperidade. E Mato Grosso será não apenas celeiro do mundo, mas também fábrica de futuro.
“Mato Grosso só será grande quando transformar sua produção em indústria, sua força em empregos e sua riqueza em renda real para o povo.”
Antonio Rosa Rodrigues
Pós Graduação em Administração Pública
Ex. Vereador e Ex. Secretario Municipal




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